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PANELA DI BARRO

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NO INÍCO DA CONVERSA...
Pronunciamento do deputado Marcelo Freixo, 12/05/2009, Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro Já que estou aqui citando a importância da luta pedagógica na política, acho que o Sistema Globo de Televisão, a Rede Globo, lamentavelmente prestou um desserviço ao Rio de Janeiro na semana que passou. Falo isso com pesar, não tem aqui uma carga ideológica. Esse debate é necessário e importante, mas quero ser pontual na minha crítica. Na semana passada, houve um seriado na Rede Globo chamado Força Tarefa. Desde o filme Tropa de Elite, criou-se uma cultura – não estou aqui para questionar –, visivelmente se construiu um público para esse tipo de espetáculo. Está também no teatro, agora há uma peça do Luiz Eduardo com o Domingos Oliveira. Há diversas obras de arte, de livros a peças de teatro e cinema, cujo enredo passa pela ação policial, pelos conflitos urbanos. Pois bem, um desses seriados é o Força Tarefa da Rede Globo, que foi ao ar na última quinta-feira (07/05). Nesse episódio, o tema era milícias. Eu, por acaso, estava em casa e, quando vi que era sobre milícias, parei para assistir ao seriado. De alguma maneira, a Rede Globo tenta se redimir da última novela, onde um miliciano exerceu o papel de herói, papel do Antônio Fagundes. Nesse momento, nesse seriado, a milícia era caracterizada como algo negativo, extorquindo a sociedade, extorquindo os moradores. Menos mal. No final das contas, o recado é que a milícia é enfrentada e depois o tráfico volta. Aconselho aos diretores de televisão da Rede Globo que leiam o relatório da CPI das Milícias, porque em 65% das áreas onde hoje há milícia no Rio de Janeiro, antes não havia tráfico. Assim, não é verdade a lógica “ou milícia, ou tráfico”. Na verdade, a lógica que precisamos implementar na sociedade é milícia/tráfico de um lado, Estado do outro. Temos que defender o poder público sobre todo o território, com sua soberania sobre todo o território, e não jogar a sociedade na falsa polêmica de milícia ou tráfico, como se os moradores tivessem que escolher sob qual tirania vão submeter suas vidas. Qualquer morador do Rio de Janeiro tem que submeter sua vida à lógica do Estado democrático, e é isso que temos que exigir para todo o território e o conjunto de pessoas. Todas têm o mesmo valor, ou pelo menos deveriam ter. De alguma maneira, o seriado era crítico à milícia, mas colocava a fragilidade de “ou milícia, ou tráfico”. Até aí tudo bem. Mas qual é o desserviço? O desserviço é o que veio depois. Esse seriado foi gravado numa comunidade no Rio de Janeiro chamada Rio das Pedras, que é uma das milícias mais antigas do Rio de Janeiro. É uma área de milícia. O relatório da CPI concluiu isso. As investigações da Polícia Civil indicam isso. As investigações da Polícia Militar, a Secretaria de Segurança Pública. Todo cidadão do Rio de Janeiro sabe que em Rio das Pedras funciona uma milícia, a mais antiga do Rio de Janeiro, clássica milícia. Diversos dos seus líderes foram indiciados pela CPI, diversos foram investigados pelo Ministério Público, diversos estão respondendo a processos na Justiça. A Rede Globo, mesmo assim, desconsiderando isso, abrindo mão de qualquer necessidade ou cuidado de pesquisa, resolve fazer a gravação dentro de Rio das Pedras. Para isso, evidentemente, negocia com a Associação de Moradores de Rio das Pedras. Mas o mais grave está por vir: o presidente da Associação de Moradores de Rio das Pedras, que é uma pessoa indiciada pela CPI, investigada pelo Ministério Público como miliciano, recebeu toda a equipe da Globo e trabalhou no seriado como policial da Corregedoria. É inacreditável! Ele era policial da Corregedoria e, diga-se de passagem, foi filmado com muito cuidado – sistematicamente aparecia, não era um simples figurante. É o policial da Corregedoria que atua no enfrentamento às milícias. É evidente que não estou cobrando de qualquer emissora, de qualquer veículo de comunicação o papel de ação policial ou de investigação. Não é isso, não se trata disso. Mas não se pode tratar assim de um assunto como esse, de um assunto como as milícias, que representam hoje a maior ameaça à segurança pública do Rio de Janeiro, a maior ameaça ao estado democrático do Rio de Janeiro. As milícias representam hoje a maior ameaça, o que há de mais grave, e o governo já admite isso – age pouco, mas admite isso. Falamos isso há muito mais tempo e ainda esperamos uma ação mais concreta do governo sobre as milícias – não tem. Aliás, esperamos uma ação do Estado e não só do governo – do Judiciário e do Ministério Público também. Nesse sentido, quando se quer fazer um documentário, quando se quer tratar desse assunto, o mínimo de cuidado deveria haver. Não se pode dizer que é descuido pegar alguém que está indiciado por ser miliciano e colocá-la para trabalhar como policial corregedor enfrentando as milícias. Isso beira o deboche, beira uma ironia inaceitável! Não é em nome da arte que se pode justificar isso, não há licença poética para tamanha atrocidade, não há. Eu não poderia deixar de me pronunciar depois do trabalho que esta Assembléia fez, depois do relatório da CPI, depois da coragem que esse Parlamento teve de indiciar 225 pessoas, entre elas o novo ator. É um afronta ao trabalho desta Casa, é uma afronta ao trabalho dos bons policiais, é uma afronta ao trabalho do Ministério Público e de todos aqueles que querem um Rio de Janeiro diferente. Não é um detalhe pegar alguém que está sendo investigado por ação de milícia e colocar para trabalhar como policial corregedor que enfrenta as milícias. Fica aqui o meu repúdio a esse desserviço promovido pela Rede Globo, a essa ação antipedagógica, lamentável, injustificável. Espero que se pronunciem publicamente, que peçam desculpas a todos aqueles que estão enfrentando, sobre os efeitos que têm. Todo mundo sabe hoje o que significa enfrentar as milícias no Rio de Janeiro, o risco que todo mundo que as enfrenta está correndo para isso virar um seriado em que aquele que estamos enfrentando vira ator e faz papel de corregedor. Sinceramente, Sr. Presidente, eu não estou aqui para isso e acho que, por mais poderosa que seja, a Rede Globo não tem esse direito. Faltou respeito a todos aqueles que enfrentam as milícias, inclusive os jornalistas do próprio jornal O Globo, alguns ameaçados – há jornalistas da Rede Globo e do jornal O Globo que tiveram que ficar fora do Rio de Janeiro porque foram ameaçados por milícia. Nem respeito aos seus profissionais, da própria casa, tiveram. Isso é inaceitável! Fica aqui o meu protesto e espero que estejam mais atentos nas próximas produções.
Escrito por João Martins às 15h04
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LINHAS CENTRAIS PARA UMA POLÍTICA EDITORIAL EM 2009 AQUI NO LINHASNOMADES:
1- A crise sistêmica do capitalismo como oportunidade política para se radicalizar o paradígma ecológico para uma nova crítica da economia política.
2- Quais os caminhos para a travessia nesta crise ecológica e de civilização: socialismo ou barbárie?; barbárie na civilização?; qual nova civilização emergente?
3- A atual importância, para o sistema do capital, em manter a crença na concorrência e no consumo desenfreado; no produtivismo e no paradigma do crescimento econômico.
4- Concorrência X cooperação; a natureza sócio-metabólica do capital a ser superada na civilização para o século XXI.
5- A possibilidade de uma nova internacional socialista e a importância da América Latina e o marxismo de Mariátegui (para ler Mariategui -2 e os 7 ensaios de interpret. da realidade peruana).
6- Direito insurgente, o genocídio nas políticas públicas de segurança das metrópolis, geopolítica e contra-insurgência na América Latina, a relação entre a DEA e a CIA; a mídia e o paramilitarismo na política, órgãos de segurança e judiciário brasileiro; caminhos atuais de revolução e contra revolução no Brasil: mídia, senado e STF, e o que tange à polícia federal. PARA INÍCIO DE CONVERSA, OBSERVAÇÕES SOBRE A APARTAÇÃO SOCIAL NO RIO DE JANEIRO E AS MENTIRAS SUSTENTADAS PELA MÍDIA CORPORATIVA -
SINAIS DAS RUAS - FEIOS, SUJOS E MALVADOS 
COLUNA DE ADRIANA FACINA - POR JORNAL FAZENDO MEDIA. Adriana Facina é antropóloga, professora do Departamento de História da UFF, membro do Observatório da Indústria Cultural e autora dos livros Santos e canalhas: uma análise antropológica da obra de Nelson Rodrigues (Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2004) e Literatura e sociedade (Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2004).

Caminhada pacífica pela Avenida Brasil acabou em tumulto e truculência de policiais no Complexo da Maré.
UMA REPORTAGEM DO OUTRO LADO DO FRONT - Por jornal Fazendo Media Por Gizele Martins, Renata Souza e Douglas Baptista (*). Fotos: Naldinho Lourenço/Agência Imagens do Povo. "Para que não prevaleça apenas a versão da polícia, em tiroteios como o de ontem (14/04), que resultaram na morte de Felipe do Santos Correia de Lima, de 17 anos, no Complexo da Maré, e em protestos de moradores contra a violência policial, o blog publica um relato de Gizele Martins, moradora da favela e estudante de jornalismo da PUC-Rio. A reportagem de Gizele foi enviada para oemail do blog pela ONG Justiça Global". 
Cerca de 300 pessoas foram às ruas em protesto por mais uma morte no Complexo da Maré
 Jovens choram a morte de Felipe, assassinado em operação da PM na Favela da Maré.
 Manifestantes após o enterro de jovem morto por policiais militares.
Entrevista de Itamar Silva ao Fazendo Media -
UMA ANÁLISE SOBRE A OCUPAÇÃO NO SANTA MARTA
Itamar Silva foi líder comunitário do morro Santa Marta na década de 80, mora na comunidade há muitos anos e hoje faz parte da coordenação do Ibase. Na entrevista ele fala como observa a ocupação da polícia com o Estado no território e destaca a falta de discussão interna com os moradores.... Artigos afins: É POSSÍVEL USAR A MÍDIA PARA A PAZ?
Por Ana Bittencourt "Diante da expectativa da realização da I Conferência Nacional de Segurança Pública (em agosto) e de que saia do papel a intenção do governo federal de organizar, enfim, a I Conferência Nacional de Comunicação (prometida durante o FSM 2009), um passo concreto foi dado recentemente, fortalecendo o esforço que a sociedade civil vem fazendo para intervir de forma direta no debate sobre mídia e violência. Especialistas em estudos sobre violência e profissionais de mídia das Américas se reuniram nos últimos dias 26 e 27 de março, no Rio de Janeiro, para analisar em conjunto o espinhoso tema de peito aberto, sem reservas". RIO, FAVELAS E DEMOCRACIA
Por Patricia Birman (*) (*) Patricia Birman, antropóloga, professora titular do Departamento de Ciências Sociais da UERJ. Artigo publicado originalmente no dia 29/03/2009 no sítio da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência. "Há muitos anos atrás, talvez mais do que a nossa memória queira registrar, começou no Rio o processo que hoje é designado como problema da violência, usualmente associado ao tráfico de drogas e ao domínio armado de traficantes em favelas. Os tratamentos que o governo do estado, a prefeitura e o governo federal têm dado a este problema têm sido, de modo geral, baseados em um modelo repressivo que insiste em ignorar os direitos dos moradores de favela". (...) "É preciso reconhecer que estamos diante de um falso antagonismo que alimenta uma perspectiva política fascistizante e anti-democrática, além de corrupta, evidentemente. Será tão difícil reconhecer a centralidade da associação e a cumplicidade política entre criminosos situados em favelas e segmentos do Estado, empresários de segurança, contrabandistas de armas e de drogas, comandos militares, milícias e certos vereadores e deputados?" (...) Vídeos afins: Sobre muros e favelas -
A violência do estado policial de terror nas favelas do Rio de Janeiro - Veja aqui pela TV Ágora, Argentina - Documentário de 64 minutos, produzido pela TV Tagarela da Rocinha, com depoimentos de moradores, mães de adolescentes assassinados, lideranças locais, além da participação de Marcelo Freixo (Justiça Global e atual deputado estadual - PSOL- presidente da CPI das "milícias") e Vera Malagute Batista, dentre outros.
Notícias de uma Guerra Particular
Documentário de João Moreira Salles Justiça - Documentário de Maria Augusta Ramos Reportagens relacionadas: Por jornal impresso Brasil De Fato -

Por Jornal A NOVA DEMOCRACIA: Choque de repressão não dá trégua aos trabalhadores pobres
| Patrick Granja | Como A Nova Democracia denunciou nas últimas duas edições, o Choque de Ordem promovido pelo prefeito Eduardo Paes segue investindo brutalmente contra moradores de rua, trabalhadores ambulantes e comunidades carentes. Revoltado, o povo intensifica os protestos e a Resistência. 
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Agentes da prefeitura agridem camelô Agressões nos trens do Rio revoltam o Brasil - por jornal A Nova Democracia.
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| Patrick Granja | No dia 13 de abril, trabalhadores ferroviários do Rio de Janeiro decretaram uma greve de 24 horas por melhores condições de trabalho e segurança para os passageiros que todos os dias utilizam o serviço em condições precárias. Imagens revoltantes exibidas em dezenas de meios de comunicação em todo o país mostraram trabalhadores tentando embarcar nos trens lotados sob uma saraivada de socos e chibatadas desferidas por agentes da Supervia. O povo foi tratado como gado de corte, e dessa mesma forma é confinado e abatido todos os dias a sangue frio.
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Escrito por João Martins às 18h26
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TRAVESSIAS PARA 2009...

POR AGÊNCIA CARTA MAIOR

VEJA AQUI O ESPECIAL SOBRE O MASSACRE EM GAZA FEITO PELA TELESUL TV
Caro leitor, em breve publicarei a continuação deste post e passarei a divulgar a arte dos poetas palestinos da resistência que estou selecionando.
Grato, e, esperança em 2009!

RAIZES DO CONFLITO PALESTINA-ISRAEL
Documentário gravado em 3 de janeiro de 2007 na Espanha. Duração: 47:02

Leonardo Boff
Não desperdiçar as oportunidades da crise
Face ao cataclismo econômico-financeiro mundial se desenham dois cenários: um de crise e outro de tragédia. Tragédia seria se toda a arquitetura econômica mundial desabasse e nos empurrasse para um caos total com milhões de vítimas por violência, fome e guerra. Não seria impossível, pois o capitalismo, geralmente, supera as situações caóticas mediante a guerra. Ganha ao destruir e ganha ao reconstruir. Somente que hoje esta solução não parece viável, pois uma guerra tecnológica liquidaria com a espécie humana; só cabem guerras regionais sem uso de armas de destruição em massa.
Outro cenário seria de crise. Para ela, não acaba o mundo econômico, mas este tipo de mundo, o neoliberal. O caos pode ser criativo, dando origem a outra ordem diferente e melhor. A crise teria, portanto, uma função purificadora, abrindo espaço para uma outra oportunidade de produção e de consumo.
Não precisamos recorrer ao ideograma chinês de crise para saber de sua significação como risco e oportunidade. Basta recordar a sânscrita matriz das línguas ocidentais.
Em sânscrito, crise vem de "kir" ou "kri" que significa purificar e limpar. De "kri" vem também crítica que é um processo pelo qual nos damos conta dos pressupostos, dos contextos, do alcance e dos limites seja do pensamento, seja de qualquer fenômeno. De "kri" se deriva, outrossim, crisol, elemento químico com o qual se limpa ouro das gangas e, por fim, acrisolar que quer dizer depurar e decantar. Então, a crise representa a oportunidade de um processo critico, de depuração do cerne: só o verdadeiro fica, o acidental cai sem sustentabilidade.
Ao redor e a partir deste cerne se constrói uma outra ordem que representa a superação da crise. Os ciclos de crise do capitalismo são notórios. Como nunca se fazem cortes estruturais que inaugurem uma nova ordem econômica, mas sempre se recorre a ajustes que preservam a lógica exploradora de base, ele nunca supera propriamente a crise. Alivia seus efeitos danosos, revitaliza a produção para novamente entrar em crise e assim prolongar o recorrente ciclo de crises.
A atual crise poderia ser uma grande oportunidade para a invenção de um outro paradigma de produção e de consumo. Mais que regulações novas, fazem-se urgentes alternativas. A solução da crise econômico-financeira passa pelo encaminhamento da crise ecológica geral e do aquecimento global. Se estas variáveis não forem consideradas, as soluções econômicas, dentro de pouco tempo, não terão sustentabilidade e a crise voltará com mais virulência.
As empresas nas bolsas de Londres e de Wall Street tiveram perdas de mais de um trilhão e meio de dólares, perdas do capital humano. Enquanto isso, segundo dados do Greenpeace, o capital natural tem perdas anuais da ordem de 2 a 4, trilhões de dólares, provocadas pela degradação geral dos ecossistemas, desflorestamento, desertificação e escassez de água. A primeira produziu pânico, a segunda sequer foi notada. Mas desta vez não dá para continuar com o "business as usual".
O pior que nos pode acontecer é não aproveitar a oportunidade advinda da crise generalizada do tipo de economia neoliberal para projetar uma alternativa de produção que combine a preservação do capital natural com o capital humano. Há que se passar de um paradigma de produção industrial devastador para um de sustentação de toda a vida.
Esta alternativa é imprescindível, como o mostrou corajosamente François Houtart, sociólogo belga e grande amigo do Brasil, numa conferência diante da Assembléia da ONU em 30 de outubro do corrente ano: se não buscarmos uma alternativa ao atual paradigma econômico em quinze anos 20% a 30% das espécies vivas poderão desaparecer e nos meados do século haverá cerca de 150 a 200 milhões de refugiados climáticos. Agora a crise em vez de oportunidade vira risco aterrador.
A crise atual nos oferece a oportunidade, talvez uma das últimas, para encontrarmos um modo de vida sustentável para os humanos e para toda a comunidade de vida. Sem isso poderemos ir ao encontro da escuridão.
www.leonardoboff.com.br
O brutal ataque que o governo de Israel desencadeou sobre a população da Faixa de Gaza desde 27 de Dezembro, traduziu-se num criminoso massacre, numa destruição e numa catástrofe humanitária sem precedentes. Mais de 1300 palestinos foram mortos, entre os quais 417 crianças e 107 mulheres covardemente assassinados.
Por WWW.RESISTIR.INFO :
DO GUETO DE VARSÓVIA AO GUETO DE GAZA
Em Abril de 1943 os judeus do Gueto de Varsóvia foram massacrados pela máquina militar do III Reich nazi. Em Dezembro de 2008 os palestinos do Gueto de Gaza são massacrados pela máquina militar do IV Reich nazi-sionista. Ambos os povos exerceram o seu direito inalienável à revolta contra a opressão.
É hipócrita e cínica a atitude do governo português a recomendar que cessem os ataques de ambos os lados. Com essa argumentação pretende-se comparar a resistência digna do povo palestino e a acção criminosa do invasor sionista que massacra a população civil e destrói a infraestrutura de Gaza, depois de sustentar durante meses um bloqueio total contra o seu povo.
Este genocídio só é possível porque o lobby judeu mundial concede-lhe o combustível necessário, porque os EUA dá cobertura política, economica e bélica ao agressor, porque a União Europeia lhe deu um sinal verde e porque grande parte da população israelense dá apoio à limpeza étnica promovida pelo governo nazi-sionista.
Só o levantamento generalizado no mundo árabe e a solidariedade internacional, com todo tipo de protestos por toda a parte, poderá deter essa acção criminosa. Neste momento é importante reiterar a solidariedade com o governo legítimo do Hamas e repudiar a posição cúmplice do atual presidente da Autoridade Nacional Palestina, sr. Mahmud Abbas. Este, apesar da carnificina em curso, optou por acusar o Hamas pelo que está a acontecer e de forma submissa procura negociar com os assassinos do seu povo.
DA RESPONSABILIDADE COLETIVA DE UM POVO
As novas atrocidades cometidas pelo estado judeu colocam questões candentes. O bombardeamento indiscriminado da população de Gaza pelos caças F-16 da entidade sionista até agora já provocou quase 300 mortos e 900 feridos. Isto vem na sequência de um sitiamento prolongado, em que se priva aquela população de alimentos, combustíveis e medicamentos. A palavra genocídio tem razão de ser. Ele está a ser efetuado desde há anos. É um genocídio em câmara lenta. A cumplicidade/passividade da União Europeia e dos governos de muitos países árabes (a começar pelo do Egipto) é notória. Mas acima de tudo é notória a conivência de grande parte dos cidadãos de Israel.
Na década de 1930 o cidadão médio da Alemanha podia alegar desconhecimento dos crimes perpetrados pelo nazismo. O aparelho de propaganda hitleriano jamais mencionava o holocausto em curso. A existência dos campos de concentração e dos fornos crematórios era cuidadosamente escondida. Os media da Alemanha nazi nunca mencionavam a existência de tais infâmias.
E o que se passa hoje em Israel? Os crimes do estado sionista são bem conhecidos. A realidade do apartheid é evidente para todos, basta olhar as muralhas que esquartejam a Palestina. Os assassinatos das sinistras polícias políticas de Israel são (em parte) divulgados nos media. As 100 toneladas de bombas já despejadas sobre a população indefesa de Gaza são anunciadas nos jornais israelenses. As perseguições ao espoliado povo palestino (10 mil palestinos presos) são notórias. Por isso - ao contrário do povo alemão dos anos 30-40 - o povo de Israel não pode alegar ignorância. Assim, exceptuando as forças democráticas e progressistas (como o PCI, o Hadash e algumas personalidades dignas) deve-se colocar o problema da responsabilidade colectiva dos cidadãos israelenses que permanecem passivos ou dão apoio (inclusive com o seu voto) a um governo que comete tais atrocidades.
O repúdio à barbárie nazi-sionista deve ser universal. As manifestações contra o massacre já começaram nos EUA e em outros países. O apêlo ao boicote a Israel e ao desinvestimento deve transformar-se em realidade.
OUTRA INFORMAÇÃO SOBRE GAZA:
Gaza Today
Gaza Siege
Maan News Agency
Angry Arab
Palestinian Information Center
Uruknet
Moments of Gaza
Apresentação Power Point: a_terra_prometida.pps (2551 kB). Clique com o botão direito do rato e faça "Save As..." para descarregar.
ARTIGOS AFINS:
Guerra e gás natural: A invasão de Israel e os campos de gás no offshore de Gaza , por Michel Chossudovsky, 13/Jan
Os "Protocolos dos Sábios do Islão" , por Domenico Losurdo, 12/Jan
Operação chumbo impune , por Eduardo Galeano, 20/Jan
Boicotar o Estado nazi-sionista , por BDS Movement, 23/Jan
Posse de Obama: Derrapagem na Wall Street. E onde estão os credores? , por Michel Chossudovsky, 22/Jan
Fase IV da crise sistémica: Começa a sequência da insolvência global , por GEAB, 18/Jan
Três idéias simples para acabar com o apoio político aos crimes israelenses , por Jean Bricmont, 16/Jan
Escrito por João Martins às 18h47
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ESTAMOS EM DELICADA TRAVESSIA...

ESPECIAL - POR AGÊNCIA CARTA MAIOR
Últimos artigos que selecionei para destaque:
Leonardo Boff -14 de novembro/2008 (artigos).
Obama: a realização do sonho de Luther King
"A eleição do afro-americano Barack Hussein Obama para a presidiencia dos EUA realiza o sonho de Luther King Jr:”tenho um sonho de que um dia as pessoas seráo julgadas não pela cor de sua pele, mas pela força de seu caráter”. Tudo parece indicar que se iniciou, na política, um tempo pós-racista, pois tanto os eleitores quanto o cadidato não repararam a cor da pele mas a pessoa e suas idéias.
Esta eleição sinaliza também o fim da era dos fundamentalismos: do mercado, iniciado por Tatcher e Reagan, responsável pela atual crise econômico-financeira. E do político-religioso que alimentou a concepção imperial e belicosa da política externa dos EUA. Bush e Reagan acreditavam no Armageddon e no destino-manifesto, quer dizer, na excepcionalidade conferida por Deus aos EUA com a missão de levar a todo o mundo os valores da sociedade americana de raíz capitalista e individualista. Isso era feito por todos os meios, inclusive com conspirações, golpes de estado, articulados pela CIA e guerras “humanitárias”. Essa idéia de missão explica a arrogância dos presidentes, bem expressa numa frase do candidato McCain: “Os EUA são o farol e o líder do mundo. Podemos agir como bem entendemos: afinal somos o único poder da Terra. Os inimigos de ontem e de hoje hão de temer o nosso porrete”.
Bush criou o terrorismo de estado, constituindo-se no maior perigo para a humanidade. Não há de se admirar que tenha levado a uma ampla desmoralização do pais, inclusive a um anti-americanismo generalizado no mundo.
Essa atitude parece ter sido superada com Obama. À estratégia da guerra e do intervencionismo, ele opoõe a do dialogo aberto com todos, até com os talibãs. Enfatizou:”é preciso mais que tudo dialogar; a saída é uma ampla negociação e não apenas ataques aéreos e matança de civis”. Ele está convencido de que os EUA não merecem ganhar a guerra contra o Iraque porque está assentada sobre uma mentira e por isso, é injustificável.
Mas mais que tudo, ele soube captar o que estava latente na sociedade especialmente nos jovens: a necessidade de mudança. “Change”-mudança foi a grande palavra geradora. Suscitou esperança e auto-estima:”sim nós podemos”. Atirou as atenções para o futuro e para as oportunidades novas que se estão desenhando e não para a continuidade do passado e do presente desolador. Com isso falou para a profundade das pessoas e as mobilizou para dar um salto absolutamente inesperado e novo: eleger um negro, representante de uma tragédia humana que envergonha a história americana, de resto com páginas brilhantes de liberdade, de criatividade, de democracia, de ciência, de técnica e de artes que enobrecem cultura norte-americana. Obama deixou claro que a real força dos EUA não reside nas armas mas nestes valores morais e no potencial de esperança que vige no povo.
A eleição de Obama parece possuir algo de providencial, como se fora um gesto da compaixão divina para com a humanidade. Vivemos tempos dramáticos com grandes crises: a ecológica, a climática, a alimentar, a energética e a econômica. O arsenal conceptual e pratico disponível não oferece condições para forjar uma saída libertadora. Precisamos de uma mudança, de um novo horizonte utópico, de coragem para inventar novos caminhos. Faz-se necessário uma figura carismática que inspire confiança, segurança e serenidade para enfrentar estes cataclismos e galvanizar as pessoas para um novo ensaio de convivência, um modo diferente de arquitetar a economia e de montar um tipo de globalização pluripolar que respeite as diferenças e possa incluir a todos num mesmo destino juntamente com a Casa Comum, a Terra.
Barack Obama preenche estas exigências de carisma. Se for realmente profunda, a esperança criará seu caminho por entre os escolhos e as ruínas da velha ordem".
Com a crise, lutas sociais tendem a se intensificar
Obama, ou o duplo discurso ,
por James Petras, 10/Nov
A crise em desdobramento e a relevância de Marx ,
por István Mészáros, 07/Nov
EM SÍNTESE:
1- Aprofunda-se a crise global, e a lógica do terrorismo de Estado irradia-se do plano Colômbia para além das fronteiras nacionais na América do sul, região andina e Caribe.
2- Surge a UNASUL (união das nações Sul-Americanas), e, em resposta, os EUA reagem mandando sua IV frota naval para intimidar e promover sabotagens apoiados nas elites reacionárias que, desesperadas, com as seguidas derrotas do neoliberalismo na América Latina, apoiam o terror e a guerra preventiva, na esperança de manter seus privilégios, sob a tutela estadunidense, que diz ser para "combater" o narcotráfico e o terrorismo.

3- Precisam que haja guerra, em detrimento aos esforços humanitários de acordos de paz na Colômbia e em suas fronteiras com países como o Equador, a Venezuela e o Brasil, além de apoio à oposição golpista na Bolívia, etc.
4- A cooperação militar Sul-Americana, sem a presença estadunidense, põe agora, no alvo da sabotagem, as instituições políticas e militares, forças de segurança pública interna, crescimento do paramilitarismo com apoio em instâncias políticas e judiciárias, e sistemática criminalização da pobreza e dos movimentos sociais indígenas, camponeses, e das periferias urbanas, por parte da grande mídia corporativa, alinhada à propaganda de guerra.
Penso que estamos em uma situação bem delicada nessa travessia. O Rio de Janeiro ocupa uma posição central nas manobras desta geopolítica, por ser considerado caixa de ressonância privilegiada do terrorismo midiático e de Estado, gerando efeitos internacionais para se justificar a guerra imperialista.

Desenho de Carlos Latuff (censurado pelo atual governo do Estado do Rio de Janeiro)
Por Venezuela em vídeos - guerra falsa contra as drogas feita pela DEA/CIA - Documentário com duração de 20 min. Trata-se de um depoimento de Michael Levine (ex-agente da DEA e autor de "A guerra falsa, contra ataque, e operação secreta").
ARTIGOS AFINS:
A crise dual - por István Mészáros
Pós-neoliberalismo na América Latina - Debate aberto por Emir sader (agência Carta Maior)
Crise sistêmica global: Quatro grandes tendências para o período 2008 - 2013 - por GEAB (Global Europe Anticipation Bulletin)
A lógica do terrorismo de Estado - por René Báez (economista equatoriano, professor universitário, prêmio Nacional de economia e membro da "International Writers Association").
Colômbia, laboratório de bruxarias: Democracia e terrorismo de Estado - por James Petras
"O livro recente de Hernando Calvo Ospina, Colombia, Laboratorio de Embrujos: Democracia y Terrorismo del Estado é o mais importante estudo da política colombiana nas últimas décadas e leitura essencial à luz da celebração dos media e políticos ocidentais do presidente colombiano Álvaro Uribe. O estudo de Calvo Ospina fornece uma grande riqueza de dados históricos e empíricos que ilumina a peculiar combinação colombiana da característica política eleitoral de uma democracia capitalista ocidental e o expurgo permanente da sociedade civil e política das ditaduras totalitárias.
Ao contrário da maior parte dos países latino-americanos, a Colômbia nunca passou pela modernização do seu sistema político. Desde o século XIX os partidos Liberal e Conservador dirigidos pelas oligarquias urbanas e rurais controlaram o processo político através da violência e do clientelismo."
O nascimento da UNASUL (União das Nações Sul-Americanas) e seus desafios - por Roberto Romero
Escopeta não é Chocalho - por José Luís Fiore.
"A reativação da IV Frota Naval dos Estados Unidos, na zona do Atlântico Sul, provocará uma mudança radical e permanente, nas relações militares dos EUA com a América Latina. Ela ocorre no momento que está em curso uma nova "corrida imperialista" entre as grandes potências, que lutam por sua segurança alimentar e energética, exatamente como ocorreu no início do século XX".
Pior que a crise de 1929? - por Alejandro Nadal
Pior que a crise de 1929 (segunda parte) - por Alejandro Nadal
Impedir a guerra imperialista na América Latina - Por Ivan Pinheiro
Raposa serra do sol: Questão de justiça - por frei Beto
Ossétia do sul: Comessou a guerra - por Andrei areshev
O ataque à Ossétia e a classe dominante Russa - por guriya Murklinskaya
Geórgia: Declaração oficial do governo de Cuba - por Raul Castro Ruz
Cumplicidade no genocídio - por Andrei Areshev
Bolívia: intervenção ou morte - por Luis Eça (jornalista brasileiro).
Desafios para Evo Morales - Entrevista de James Petras à rádio centenário uruguaia
En Bolivia vale más la muerte de un indio que la de una docena de oligarcas que algún día deberán derramar su sangre/ Entrevista al sociólogo norteamericano Prof. James Petras para reflexionar sobre los hechos en Bolivia y Venezuela. “estoy muy preocupado por los eventos que se suceden tanto en Bolivia como en Venezuela, así como otros indicadores de lo que se está preparando para Paraguay, en este nuevo avance, esta agresión del gobierno de Bush, que en los últimos tiempos ha largado una nueva ofensiva en los conflictos en los lugares donde ha sufrido las peores derrotas”.

Desenho de Carlos Latuff
ESPECIAL BOLÍVIA - Por jornal Brasil de Fato
ESPECIAL BOLÍVIA II - por telesul TV
Centro de mídia independente da Bolívia
MILITARIZAÇÃO ESTADUNIDENSE NA AMÉRICA LATINA - por Visiones alternativas (sistema informativo para América Latina e Caribe).

Declaração final da UNASUL - os 9 pontos (clique também nas imagens acima, "DECLARAÇÃO FINAL DA UNASUL", ou abaixo, "TESTEMUNHOS DO MASSACRE", para assistir aos vídeos)

TESTEMUNHOS DO MASSACRE
Bolívia: Fascismo toma o poder – Morales queixa-se , por James Petras, 19/Set
Conclusões de James Petras em sua análise: "Se há uma lição que Morales pode aprender dos camponseses que foram degradados e chicoteados na ruas de Santa Cruz, dos sindicalistas que foram queimados nas sedes dos seus sindicatos e nas suas casas em Pando e dos vendedores de rua que foram expulsos dos mercados em Tarija é que não se pode 'fazer acordos' com fascistas. Não se derrota o fascismo através de eleições e concessões aos seus pagadores, os que possuem a grande propriedade."

Escrito por João Martins às 03h28
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MICROPOLÍTICA, MOLECULARIZAÇÃO DO FASCISMO, NOVAS MÁQUINAS DE GUERRA E FORMAS DE RESISTÊNCIA
QUANDO AS CORPORAÇÕES DE MÍDIA DOMINANTES ENTRAM EM DISPUTA PARA ESPETACULARIZAR A REALIDADE COTIDIANA, COMO NO CASO ISABELLA, NO BRASIL DE HOJE, PREPAREM-SE PARA O QUE PODERÁ VIR PELA FRENTE, SOBRETUDO NA CRIMINALIZAÇÃO DO COTIDIANO DO POBRE E DAS RELAÇÕES DE GÊNERO & CLASSE CONTRA UMA PERSPECTIVA SÓCIO-ECOLÓGICA DAS RELAÇÕES SOCIAIS. É A BARBÁRIE DA SOCIEDADE DO "CONTROLE" MACRO E MICRO FASCISTA. VEJAMOS:

Desenho de Carlos Latuff.
ACOMPANHE DEBATE NO BLOG DE MARCELO SALLES - " O PIOR DOS CAVEIRÕES É A MÍDIA"
1 - Introdução à vida não fascista
Preface in: Gilles Deleuze e Félix Guattari. Anti-Oedipus: Capitalism and Schizophrenia, New York, Viking Press, 1977, pp. XI-XIV. Traduzido por wanderson flor do nascimento.
Durante os anos 1945-1965 (falo da Europa), existia uma certa forma correta de pensar, um certo estilo de discurso político, uma certa ética do intelectual. Era preciso ser unha e carne com Marx, não deixar seus sonhos vagabundearem muito longe de Freud e tratar os sistemas de signos - e significantes - com o maior respeito. Tais eram as três condições que tornavam aceitável essa singular ocupação que era a de escrever e de enunciar uma parte da verdade sobre si mesmo e sobre sua época.
Depois, vieram cinco anos breves, apaixonados, cinco anos de júbilo e de enigma. Às portas de nosso mundo, o Vietnã, o primeiro golpe em direção aos poderes constituídos. Mas aqui, no interior de nossos muros, o que exatamente se passa? Um amálgama de política revolucionária e anti-repressiva? Uma guerra levada por dois frontes - a exploração social e a repressão psíquica? Uma escalada da libido modulada pelo conflito de classes? É possível. De todo modo, é por esta interpretação familiar e dualista que se pretendeu explicar os acontecimentos destes anos. O sonho que, entre a Primeira Guerra Mundial e o acontecimento do fascismo, teve sob seus encantos as frações mais utopistas da Europa - a Alemanha de Wilhem Reich e a França dos surrealistas - retornou para abraçar a realidade mesma: Marx e Freud esclarecidos pela mesma incandescência.
Mas é isso mesmo o que se passou? Era uma retomada do projeto utópico dos anos trinta, desta vez, na escala da prática social? Ou, pelo contrário, houve um movimento para lutas políticas que não se conformavam mais ao modelo prescrito pela tradição marxista? Para uma experiência e uma tecnologia do desejo que não eram mais freudianas? Brandiram-se os velhos estandartes, mas o combate se deslocou e ganhou novas zonas.
O Anti-Édipo mostra, pra começar, a extensão do terreno ocupado. Porém, ele faz muito mais. Ele não se dissipa no denegrimento dos velhos ídolos, mesmo se divertindo muito com Freud. E, sobretudo, nos incita a ir mais longe.
Seria um erro ler o Anti-Édipo como a nova referência teórica (vocês sabem, essa famosa teoria que se nos costuma anunciar: essa que vai englobar tudo, essa que é absolutamente totalizante e tranquilizadora, essa, nos afirmam, “que tanto precisamos” nesta época de dispersão e de especialização, onde a “esperança” desapareceu). Não é preciso buscar uma “filosofia” nesta extraordinária profusão de novas noções e de conceitos-surpresa. O Anti-Édipo não é um Hegel pomposo. Penso que a melhor maneira de ler o Anti-Édipo é abordá-lo como uma “arte”, no sentido em que se fala de “arte erótica”, por exemplo. Apoiando-se sobre noções aparentemente abstratas de multiplicidades, de fluxo, de dispositivos e de acoplamentos, a análise da relação do desejo com a realidade e com a “máquina” capitalista contribui para responder a questões concretas. Questões que surgem menos do porque das coisas do que de seu como. Como introduzir o desejo no pensamento, no discurso, na ação? Como o desejo pode e deve desdobrar suas forças na esfera do político e se intensificar no processo de reversão da ordem estabelecida? Ars erotica, ars theoretica, ars politica.
Daí os três adversários aos quais o Anti-Édipo se encontra confrontado. Três adversários que não têm a mesma força, que representam graus diversos de ameaça, e que o livro combate por meios diferentes.
1) Os ascetas políticos, os militantes sombrios, os terroristas da teoria, esses que gostariam de preservar a ordem pura da política e do discurso político. Os burocratas da revolução e os funcionários da verdade.
2) Os lastimáveis técnicos do desejo - os psicanalistas e os semiólogos que registram cada signo e cada sintoma, e que gostariam de reduzir a organização múltipla do desejo à lei binária da estrutura e da falta.
3) Enfim, o inimigo maior, o adversário estratégico (embora a oposição do Anti-Édipo a seus outros inimigos constituam mais um engajamento político): o fascismo. E não somente o fascismo histórico de Hitler e de Mussolini - que tão bem souberam mobilizar e utilizar o desejo das massas -, mas o fascismo que está em nós todos, que martela nossos espíritos e nossas condutas cotidianas, o fascismo que nos faz amar o poder, desejar esta coisa que nos domina e nos explora.
Eu diria que o Anti-Édipo (que seus autores me perdoem) é um livro de ética, o primeiro livro de ética que se escreveu na França depois de muito tempo (é talvez a razão pela qual seu sucesso não é limitado a um “leitorado” [“lectorat”] particular: ser anti-Édipo tornou-se um estilo de vida, um modo de pensar e de vida). Como fazer para não se tornar fascista mesmo quando (sobretudo quando) se acredita ser um militante revolucionário? Como liberar nosso discurso e nossos atos, nossos corações e nossos prazeres do fascismo? Como expulsar o fascismo que está incrustado em nosso comportamento? Os moralistas cristãos buscavam os traços da carne que estariam alojados nas redobras da alma. Deleuze e Guattari, por sua parte, espreitam os traços mais ínfimos do fascismo nos corpos.
Prestando uma modesta homenagem a São Francisco de Sales, se poderia dizer que o Anti-Édipo é uma Introdução à vida não fascista.[1]
Essa arte de viver contrária a todas as formas de fascismo, que sejam elas já instaladas ou próximas de ser, é acompanhada de um certo número de princípios essenciais, que eu resumiria da seguinte maneira se eu devesse fazer desse grande livro um manual ou um guia da vida cotidiana:
- Libere a ação política de toda forma de paranóia unitária e totalizante;
- Faça crescer a ação, o pensamento e os desejos por proliferação, justaposição e disjunção, mais do que por subdivisão e hierarquização piramidal;
- Libere-se das velhas categorias do Negativo (a lei, o limite, a castração, a falta, a lacuna), que o pensamento ocidental, por um longo tempo, sacralizou como forma do poder e modo de acesso à realidade. Prefira o que é positivo e múltiplo; a diferença à uniformidade; o fluxo às unidades; os agenciamentos móveis aos sistemas. Considere que o que é produtivo, não é sedentário, mas nômade;
- Não imagine que seja preciso ser triste para ser militante, mesmo que a coisa que se combata seja abominável. É a ligação do desejo com a realidade (e não sua fuga, nas formas da representação) que possui uma força revolucionária;
- Não utilize o pensamento para dar a uma prática política um valor de verdade; nem a ação política, para desacreditar um pensamento, como se ele fosse apenas pura especulação. Utilize a prática política como um intensificador do pensamento, e a análise como um multiplicador das formas e dos domínios de intervenção da ação política;
- Não exija da ação política que ela restabeleça os “direitos” do indivíduo, tal como a filosofia os definiu. O indivíduo é o produto do poder. O que é preciso é “desindividualizar” pela multiplicação, o deslocamento e os diversos agenciamentos. O grupo não deve ser o laço orgânico que une os indivíduos hierarquizados, mas um constante gerador de “desindividualização”;
- Não caia de amores pelo poder.
Poder-se-ia dizer que Deleuze e Guattari amam tão pouco o poder que eles buscaram neutralizar os efeitos de poder ligados a seu próprio discurso. Por isso os jogos e as armadilhas que se encontram espalhados em todo o livro, que fazem de sua tradução uma verdadeira façanha. Mas não são as armadilhas familiares da retórica, essas que buscam seduzir o leitor, sem que ele esteja consciente da manipulação, e que finda por assumir a causa dos autores contra sua vontade. As armadilhas do Anti-Édipo são as do humor: tanto os convites a se deixar expulsar, a despedir-se do texto batendo a porta. O livro faz pensar que é apenas o humor e o jogo aí onde, contudo, alguma coisa de essencial se passa, alguma coisa que é da maior seriedade: a perseguição a todas as formas de fascismo, desde aquelas, colossais, que nos rodeiam e nos esmagam até aquelas formas pequenas que fazem a amena tirania de nossas vidas cotidianas.
[1] Francisco de Sales. Introduction à la vie devote (1064). Lyon: Pierre Rigaud, 1609.
Fonte: http://www.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/

CLIQUE NA IMAGEM ACIMA.
2 - O RECALQUE DO FEMININO
"Um dos tantos elementos que nos levaram à crise atual é o recalque do feminino. Feminino não se identifica com mulher. Feminino/masculino é uma determinação de cada pessoa humana, homem e mulher. Feminino é a dimensão de interioridade, de cuidado, de respeito à vida e ao mistério do mundo, que todos devemos desenvolver. As mulheres realizam a seu modo esta dimensão. Mas os homens também a podem realizar, à sua maneira.
Ocorre que a cultura moderna se assenta sobre o poder. Essa vontade de poder recalcou a dimensão feminina, nos homens, nas mulheres, na sociedade e nas religiões. É uma cultura do trabalho para fora, da exterioridade, do uso do poder-dominação na relação entre os humanos e para com a natureza.
Então temos uma ciência machista, uma sociedade fundamentalmente masculina e igrejas misógenas. Por isso vivemos num estilo de sociedade pobre, sem a irradiação da “anima”. E as mulheres foram as maiores vítimas deste estilo de vida.
Ora, as mulheres são mais da metade da humanidade e são as irmãs e as mães da outra metade, quer dizer, dos homens. Como pode ser sã uma sociedade que se assenta sobre a violência sobre os outros, na agressão contra a natureza e na marginalização das mulheres.
A democracia social e participativa surge como uma palavra–chave no sentido de integrar as diferenças para além do socialismo burocrático e do capitalismo. O ser humano, entendido como um ser de relações, é um ser singular. Um (eu) que ao mesmo tempo está em comunidade (nós). Portanto, pode superar a cultura do eu sem o nós que o capitalismo criou, e também a cultura do nós sem o eu que o socialismo burocrático produziu com o coletivismo. A participação, a igualdade, a diferença e a comunhão são as quatro pernas que juntas compõem o novo sonho de uma humanidade comunitária, participativa, solidária e espiritual.
Esta democracia aberta terá mais possibilidade de integrar a dimensão do feminino nas pessoas e na cultura. As mulheres então, poderão estar em pé de igualdade com os homens; juntos, homens e mulheres assumirão, cada qual com sua diferença, a totalidade das tarefas familiares e públicas. Não o sexo mas a pessoa será o valor de referência.
Por causa da participação pública da mulher, certamente, acontecerão mais cuidado, ternura e proteção com referência à vida e à vida dos seres mais fracos ou penalizados pela natureza e pela história. Por causa da superação do machismo e da integração do feminino, haverá menos conflitos desestruturadores das relações humanas e cósmicas".
Leonardo Boff.
 
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3 - GUERRA DOS GÊNEROS & GUERRA AOS GÊNEROS - POR SUELY ROLNIK
"No visível, o óbvio: uma guerra entre identidades sexuais, lutando por seus interesses; especialmente o assim chamado gênero feminino oprimido em luta contra o assim chamado gênero masculino, seu opressor."
Resumo A guerra dos gêneros é abordada no sentido macro e micropolítico. A macropolítica concerne a realidade individual e coletiva enquanto representação, cujas figuras definem identidades e suas classificações dualistas - por exemplo, a classificação em gêneros. A micropolítica concerne a mesma realidade, mas enquanto multiplicidade de fluxos, cujas composições engendram as transformações de suas figuras e, portanto, de identidades e gêneros. Se a guerra dos gêneros, do ponto de vista macropolítico, é condição para que o gênero oprimido conquiste igualdade de direitos e dignidade, já do ponto de vista micropolítico ela implica o risco de uma redução das subjetividades ao gênero, o que pode brecar os processos de mudança. É sugerido que ao lado da guerra macropolítica dos gêneros seja travada uma guerra micropolítica contra tal tendência redutora. A marca da antropofagia virtualmente presente nas subjetividades brasileiras as tornaria potencialmente aptas para levar este segundo tipo de guerra.
Escrito por João Martins às 19h12
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FONTES ALTERNATIVAS PARA INFORMAÇÕES SOBRE OS CONFLITOS NA COLÔMBIA E A BUSCA DE UM ACORDO HUMANITÁRIO

UMA PERSONAGEM SOMBRIA
Esta biografia, com 260 páginas, é o resultado do trabalho de investigação de Joseph Contreras, correspondente da revista. Newsweek. Ela revela a trajetória de um indivíduo que se guindou do narcotráfico à presidência da Colômbia. Para descarregar o livro (em castelhano) clique aqui com o botão direito do rato e faça Save As... (PDF, 1216kB).
O QUE É O PLANO COLÔMBIA - VEJA AQUI EM VISIONES ALTERNATIVAS
COLÔMBIA E O ESCÂNDALO DA PARAPOLÍTICA E DO PARAMILITARISMO - VEJA AQUI POR TELESUL
OS PASSOS PARA UM ACORDO HUMANITÁRIO - VEJA AQUI POR TELESUL
ACORDO HUMANITÁRIO EM VÍDEOS - POR TELESUL
ACORDO HUMANITÁRIO EM FOTOS - POR TELESUL
Por Venezuela em vídeos - guerra falsa contra as drogas feita pela DEA/CIA - Documentário com duração de 20 min. Trata-se de um depoimento de Michael Levine (ex-agente da DEA e autor de "A guerra falsa, contra ataque, e operação secreta").
ARTIGOS SELECIONADOS:
Raúl Reyes (Chefe da Comissão Internacional, Montanhas da Colômbia, Setembro de 2007) - CARTA ABERTA DAS FARC AOS REPRESENTANTES DOS GOVERNOS DO MUNDO
JAMES PETRAS (SOCIÓLOGO AMERICANO) - "As Farc são o movimento guerrilheiro camponês mais antigo e mais importante do mundo"
JAMES PETRAS - "AMÉRICA LATINA: QUATRO BLOCOS DE PODER"
James Petras, 19/Mar - FARC-EP: O custo de iniciativas humanitárias unilaterais
IVÁN MÁRQUEZ - (INTEGRANTE DO SECRETARIADO DAS FARC, ENTREVISTADO POR AGÊNCIA BOLIVARIANA DE IMPRENSA ABP) - A PUNHALADA MISERÁVEL DE URIBI
EMIR SADER - "UMA OUTRA COLÔMBIA É POSSÍVEL"
EMIR SADER - "ESQUERDA E DIREITA NA AMÉRICA LATINA"
EMIR SADER - O MANDATO DE SANGUE DE URIBE
ALBERTO PINZÓN SÁNCHEZ - Colômbia: O conceito de fricção
JAIME CAICEDO (secretário do partido comunista colombiano) - Colômbia: Há que superar a psicose belicosa
PRIMEIRO ENCONTRO - Movimiento Mexicano de Solidaridad con las Luchas del Pueblo Colombiano - Cidade do México, 11 de Março de 2007 -
DECLARAÇÃO FINAL
SITE DA GUERRILHA COLOMBIANA - WWW.FARCEP.ORG
RODRIGO GRANDA - OS FINS E OS MEIOS - Da publicação suíça solidaritéS. "Em Havana, no passado dia 24 de Julho, o nosso jornal conseguiu uma entrevista exclusiva com Rodrigo Granda, membro da Comissão Internacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), sequestrado na Venezuela pela polícia secreta colombiana, encarcerado, e finalmente libertado a pedido de Nicolas Sarkozy. Ele permite-nos compreender melhor as posições desse movimento político-militar que há 43 anos combate o regime da oligarquia colombiana, sustentada pelos Estados Unidos".
MANIFESTO DAS FARC
SETEMBRO DE 2007
POR SECRETARIADO DE ESTADO MAIOR CENTRAL DAS FARC
POR CMTE. RAÚL REYES - "O PRESIDENTE ÁLVARO URIBE SERÁ RECORDADO COMO MAFIOSO, PARAMILITAR, BUFÃO, GROSSEIRO, CALUNIADOR E MENTIROSO A TODA A PROVA, TANTO NA COLÔMBIA COMO NO RESTO DO MUNDO".
A MARCHA EM DIREÇÃO AO TERCEIRO MANDATO - POR IVÁN MÁRQUEZ E RODRIGO GRANDA [*]
"A palavra-de-ordem deve ser "troca humanitária e paz na Colômbia", como clamam os familiares dos prisioneiros de guerra em poder das partes contendoras. O caminho do intercâmbio humanitário é a evacuação (despeje) militar de Pradera e Florida. Se o sofrimento do cativeiro prolongou-se injustificavelmente por cinco anos foi devido à desumana intransigência e o orgulho vão do Presidente Uribe, que além disso burlou-se de todas as mediações e pisoteou a mais eficaz, a do Presidente Chávez".
Montanhas da Colômbia, 31 de Janeiro de 2008
[*] Integrantes do Secretariado das FARC.
O original encontra-se em Resumen Latinoamericano
A tradução deste artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
AS HIENAS MITRADAS - POR RODRIGO GRANDA (DIRIGENTE DAS FARC)

A última entrevista do Comandante Raúl Reyes
"O Comandante Raúl Reyes tombou no dia 1 de Março de 2008, juntamente com 17 guerrilheiros das FARC-EP. Caíram vítimas do bombardeamento da Força Aérea Colombiana que destruiu o seu acampamento, ao Sul do Rio Putumayo. Esta acção confirma a criminalidade do governo fascista de Uribe, que tudo faz para sabotar saídas pacíficas para a situação colombiana. Ao recusar todas as gestões para a troca de prisioneiros de guerra e apostar tudo na solução militar o governo uribista põe em risco a vida dos prisioneiros e agrava a situação. O humanismo das FARC demonstrou-se no facto de – para libertarem prisioneiros e cumprirem a promessa feita ao Presidente Chávez – se terem arriscado a que os seus acampamentos fossem localizados através da espionagem electrónica das suas comunicações e dos satélites-sensores do imperialismo. Este risco foi excessivo, como agora se viu. A entrevista que se segue foi a última concedida pelo Cmte. Raúl Reyes, na ante-véspera da sua queda em combate. Resistir.info presta homenagem a esta grande figura histórica de dimensão internacional".
"Uribe: não semeies outro Israel na América do Sul" - por Matilde Sosa
HONRA E GLÓRIA ETERNA AO COMANDANTE RAÚL REYES! - POR FARC-EP (O comandante Joaquín Gómez substitui Raúl Reyes no seu posto no Secretariado)
"Pela Nova Colômbia, a Pátria Grande e o Socialismo: Nem um passo atrás! Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP Montanhas da Colômbia, 2 de Março de 2008".
VÍDEOS SOBRE A GUERRILHA. EM DESTAQUE:

O filme documentário mostra a história do ingresso e treinamento de uma jovem, Isabel, nas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Este documentário, do dinamarquês Frank Poulsen, tem 01h14m de duração e foi filmado num acampamento na selva colombiana. Ele descreve a difícil transição de uma vida normal para as fileiras das FARC e o árduo treinamento que Isabel tem de enfrentar. "As pessoas perguntam-se porque Isabel deixou tudo para trás a fim de se unir às FARC", considera o realizador do filme. E responde: "Bem, o presidente da Colômbia é um narcotraficante. O seu regime assassina as pessoas que se atrevem a criticar a sua política". Assim, conclui Poulsen, "seria melhor perguntar: o que fazemos nós ao apoiar este tipo?"
OUTROS VÍDEOS - VEJA A ORIGEM DAS FARC E O VÍDEO SOBRE O SEQÜESTRO DE DEPUTADOS NO PARLAMENTO COLOMBIANO,AQUI

Origem das Farc
"Pelicula filmada en 1965 por los franceses Jean Pierre Serget y Bruno Muel en homenaje a Hernando Gonzales Acosta, universitario y dirigente de la Juventud Comunista. Hernando murió en una emboscada realizada por el Ejército en Riochiquito el 22 de Septiembre de 1965 cuando regresaba de la misión de sacar vivos del sitio de los combates a los documentalistas franceses. Este documento nos remonta a los orígenes de las FARC-EP. Duração: 19:49".

Deputados de Cali
"Documental que versa sobre la retención de los Diputados de la Asamblea del Valle del Cauca el 11 de abril del 2002. Queremos darles a conocer este material para comprender la dimensión real del conflicto político, social y armado que sufrimos los colombianos.Todas las imagenes de este video hacen parte de la filmación realizadas por camarógrafos de las FARC-EP durante las fases de preparación y ejecución del operativo que culminó con la retención de los 12 diputados de la Asamble del Valle del Cauca. Duração: 14:30".
CHAVEZ AFIRMA QUE AS FARC NÃO SÃO TERRORISTAS O Presidente Hugo Chavez, da Venezuela, afirmou dia 11 que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Exército de Libertação Nacional (ELN) não são grupos terroristas e solicitou aos governos latino-americanos e europeus que os retirem da lista de grupos terroristas. Hugo Chavez considerou que tal classificação só foi imposta às FARC e ao ELN por pressão do governo imperialista dos Estados Unidos. "Quem pode pensar em algum acordo de paz na Colômbia se não há contato entre as partes enfrentadas?", perguntou o Presidente venezuelano. Clique em http://www.youtube.com/watch?v=TOtROmsqyXQ para ouvir o discurso.
DESDOBRAMENTOS:
ENCONTRO LATINO-AMERICANO CONTRA O TERRORISMO MIDIÁTICO
"Jornalistas, comunicadores e estudiosos da comunicação da América Latina, Caribe e Canadá, reunidos em Caracas neste Primeiro Encontro Latino-Americano contra o Terrorismo Mediático, denunciam o uso da falsificação pela transnacionais informativas como uma agressão maciça e permanente contra os povos e governos que lutam pela paz, pela justiça e pela inclusão.
O terrorismo mediático é a primeira expressão e condição necessária do terrorismo militar e económico que o Norte industrializado emprega para impor à Humanidade sua hegemonia imperial e seu domínio neocolonial. Como tal, é inimigo da liberdade, da democracia e da sociedade aberta e deve ser considerado como a peste da cultura contemporânea.
A nível regional o terrorismo mediático utilizado como arma política no derrube de governos democráticos de países como a Guatemala, Argentina, Chile, Brasil, Panamá, Granada, Haiti, Peru, Bolívia, República Dominicana, Equador, Uruguai e Venezuela, está a ser empregado hoje para sabotar qualquer acordo humanitário ou saída política do conflito colombiano e para regionalizar a guerra na zona andina."
Escrito por João Martins às 16h09
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ESTA PUBLICAÇÃO É DE 14-11-2007
DA CHACINA DO PAN, NO COMPLEXO DO ALEMÃO, AO TROPA DE ELITE E CHACINA DA CORÉIA. E O QUE ENSEJA UM TERCEIRO PASSO PARA UMA OFENSIVA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS PELA REFORMA POLÍTICA DO ESTADO BRASILEIRO:
EM PLENA CRISE INSTITUCIONAL (análise de conjuntura feita pelo sociólogo Pedro A. Ribeiro de Oliveira).
As oligarquias contra a democracia - Por Emir Sader
A violência do estado policial de terror nas favelas do Rio de Janeiro - Veja aqui pela TV Ágora, Argentina, em: "SOBRE MUROS Y FAVELAS" - Documentário de 64 minutos, produzido pela TV Tagarela da Rocinha, com depoimentos de moradores, mães de adolescentes assassinados, lideranças locais, além da participação de Marcelo Freixo (Justiça Global) e Vera Malagute Batista, dentre outros.
VER ABAIXO O DESTAQUE DADO POR MARCELO SALLES AO COMENTÁRIO QUE FIZ EM SEU BLOG, NO JORNAL FAZENDO MEDIA.
Clique no link em vermelho e role a página do blog de Marcelo Salles, para ler na íntegra, todos os comentários que fiz no debate sobre o filme "Tropa de Elite" e o terrorismo de estado, e paramilitar midiático, praticado no Rio de Janeiro nessa escalada macro e microfascista.
MATA-mídia-MATA 18.10.2007 | 02h20 | Comentários (26)
" O comentário de João Martins na nota "Ainda a Tropa de Elite", logo abaixo, jogou luz sobre a política de repressão contra os espaços populares. Vejam o que ele disse:
Marcelo, aqui no condomínio onde moro, crianças que antes brincavam de bola na quadra agora estão brincando de pelotão do Bope gritando aquelas palavras de ordem: "homem de preto, qual é sua missão? É entrar na favela e deixar corpo no chão". Estou aguardando o momento em que aparecerão crinças brincando com um caveirinha e enterrando corpos de favelados em covas coletivas. Tudo distribuido como brinquedos educativos, porque o povo "quer", e não porque há uma indução semiótica sistemática, do senso comum, para reivindicar no Rio de Janeiro a guerra falsa contra as drogas feita pela DEA/CIA, e a extensão para cá do já desmoralizado PLANO COLÔMBIA com sua narco-parapolítica e narco-paramilitarismo genocida como plano de "segurança democrática". Tudo isso está sendo feito para "libertar" os brasileiros que ainda vivem sob a ditadura: a versão local da globalização da guerra preventiva contra os "inimigos" da "democracia" tal qual é feito no Iraque e na Palestina. Tudo está enfiado num mesmo saco, e de um modo espetacular no fluxo alucinante das imagens que entorpecem o espectador desatento aos conteúdos de banalização do mau que são introduzidos na mente dos espectadores, desinformando e desumanizando sistematicamente.
Daí você explica a série de reportagens publicada pelo Globo sobre "os brasileiros que ainda vivem sob a ditadura". Na lógica do jornalão, esses que ainda vivem na ditadura são os que vivem nos espaços populares. E por viverem sob esta condição devem ser "libertados". Como? Pelas técnicas do Bope. É bom deixar claro que os jornalistas que fizeram a matéria estão de parabéns, como já escrevi aqui, por emplacar a série que, mal ou bem, deu outro tratamento para a questão da violência policial na cidade. Entretanto, não dá pra ser ingênuo de acreditar que o dono do jornal ficou bonzinho da noite para o dia. Não. É claro que ele tem seus interesses, e o comentário do João aí em cima enseja um bom exemplo.
Aproveitando o tema, quero dizer que hoje participei de um debate sobre o filme Tropa de Elite, promovido pelo Grupo Tortura Nunca Mais. Cecília Coimbra, atual presidente da entidade, disse o seguinte: "Não me interessa saber quais foram as intenções dos autores, e sim os efeitos que estão causando. E os efeitos, como as brincadeiras que as crianças estão fazendo de torturar os colegas e os aplausos de grande parcela da população, mostra que a maioria está apoiando a tortura e a execução sumária". Cecília também criticou muito o fato de o filme trabalhar para a naturalizar a existência de uma guerra no Rio de Janeiro. "Assim se justifica tudo", afirmou a professora de psicologia da UFF, que também sublinhou que Tropa de Elite não é apenas reprodutor de uma realidade dada, mas é também um produtor de realidade. E, por fim, disse: "É um filme a favor da morte". O Tortura Nunca Mais estuda entrar com representação no Ministério Público por considerar que Tropa de Elite faz apologia ao crime, à tortura e à execução sumária.
Tive a sorte de retornar a Niterói ao lado da professora de história da UFF e nossa colunista Adriana Facina, ocasião em que pudemos desenvolver um pouco mais a discussão (o tempo de viagem do Rio a Niterói é de aproximadamente 40 minutos). Ela lembrou que, hoje, o sistema neoliberal precisa encontrar formas de lidar com uma parcela da população que não se enquadra mais no tradicional exército de reserva. Estamos falando de uma população excedente, que precisa ser controlada de alguma forma. Assim, como essa classe dominante não consegue impor seus consensos de forma absoluta - pois sempre há linhas de fuga, mesmo frente à homogeneização da cultura e da mídia - ela lança mão de estratégias de terror, justamente contra a população que mais sofre os efeitos perversos do neoliberalismo (notadamente a negligência do Estado nas áreas de saúde e educação, entre outras, mas sobretudo os salários de fome).
Nesse sentido, o jurista argentino Raúl Zaffaroni afirma que esse sistema "vende a ilusão de que se obterá mais segurança urbana contra o delito comum sancionando leis que reprimam acima de qualquer medida os raros vulneráveis e marginalizados tomados individualmente e aumentando a arbitrariedade policial, legitimando direta ou indiretamente todo gênero de violência". E o professor continua, num raciocínio que bate com aquilo que venho dizendo há muito tempo (que as corporações de mídia estimulam a violência): "Com isso, não apenas se magnifica a insegurança como também, ao proclamar a existência de uma pretensa impunidade ou leniência generalizada, lança-se uma metamensagem que incita publicamente os excluídos ao delito, assumindo o efeito de uma profecia auto-realizada; a mensagem, longe de ser indiferente à criminalidade comum, em tempos de desemprego, exclusão social e carência de projetos existenciais, passa a ter claros efeitos reprodutores". O fotógrafo Oliviero Toscani diz a mesma coisa de modo mais simples: "A mídia estimula a delinqüência porque cria objetos de desejo e os divulga para todos, embora apenas uma pequena parte possa comprá-los". Daí a se matar e morrer por um Nike - ou um Rolex.
É disso que estamos falando. De um sistema extremamente perverso e muito bem articulado entre Estado neoliberal e corporações privadas (a mídia em primeiro lugar) a serviço da manutenção de uma ordem que violenta os trabalhadores em nome do luxo de uma meia dúzia.
PS: Chego, ligo a televisão no Jornal da Globo e vejo imagens estarrecedoras. A repórter, como sempre, se esforça para justificar a matança. Mas dessa vez a situação é tão absurda, mas tão absurda, quem nem o reacionaríssimo JG consegue esconder o constrangimento - fica latente nas entrelinhas. As imagens são brutais: um helicóptero da polícia persegue dois rapazes, sem qualquer chance de reação, que correm ladeira abaixo tentando se esquivar de um verdadeiro fuzilamento a céu aberto. Parece uma cena de guerra, com a diferença de que NÃO estamos em guerra. Além dos dois rapazes, outras dez pessoas foram assassinadas durante uma operação da CORE (O Bope da Polícia Civil) ontem na favela da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio de Janeiro". Veja a matéria do JG aqui.
Escrito por João Martins às 20h53
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TRÊS PASSOS PARA UMA OFENSIVA


AMÉRICA LATINA - A CLASSE MÉDIA OS MOVIMENTOS SOCIAIS E A ESQUERDA -
Por James petras.
E os caminhos para um terceiro: ALCA, Mercosul, ALBA: estes são os verdadeiros termos do problema - "O Senado brasileiro deve se depurar de seus membros envolvidos em corrupção e se ocupar dos problemas brasileiros e da integração latino-americana, deixando os problemas internos dos outros países para seus governos". - Por Emir Sader
Debilita-se a ditadura dos monopólios midiáticos - "Hoje, na Venezuela, das 709 rádios, 706 pertencem a empresas privadas e três a entidades estatais. Dos 81 canais de televisão, 2 são estatais e 79 privados. Domingo, termina o contrato de concessão de um dos principais representantes da oligarquia privada da mídia venezuelana, a RCTV, que participou ativamente do golpe de 2002". - Por Emir Sader
ASSISTA AQUI AOS DOIS DOCUMENTÁRIOS QUE EVIDENCIAM A MÍDIA GOLPISTA TANTO NA VENEZUELA QUANTO NO BRASIL, E VEJA AS OUTORGAS QUE VENCEM ESTE ANO POR AQUI:
1- "A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA". Dos irlandeses Kim Bartley e Donnacha O'Briain.
2- “Brasil: Beyond Citizen Kane” ("MUITO ALÉM DO CIDADÃO KANE") é um documentário produzido por Simon Hartog, em 1993, para o Canal 4 da BBC, sobre a política de telecomunicações do Brasil, com foco na Globo de Roberto Marinho.
3- OUTORGAS QUE VENCEM EM 2007 NO BRASIL: 28 outorgas de TV, 80 de rádios FM e 73 de rádios AM vencem este ano. São cinco da Globo, 2 da Bandeirantes e uma da Record, sem contar as emissoras afiliadas. O levantamento foi realizado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.
Esta é uma boa luta para os movimentos sociais que se manifestaram no último dia 23 de maio. Poderiam incluir na nova jornada de mobilizações e fazer a pressão neste ponto que mobiliza grande espectro das esquerdas e sociedade civil. Nesse aspecto, os setores de centro-esquerda da coalizão, pressionados pela mídia corporativa para ceder mais ao neoliberalismo no congresso, serão mobilizados. O que nos importa, agora, é o acúmulo de forças no ponto "G" do tripé do poder "financeiro-midiático-militar" que sustenta a barbárie do espetáculo neoliberal que, no dizer de Guy Debord, "ocupa o centro tranqüilo da desgraça".
Gilson Caroni Filho (Agência Carta Maior).
POR QUE A GLOBO É GOLPISTA. "A mesma Globo que denuncia a 'censura' de Chávez contra a RCTV, contraditoriamente acionando o ideal democrático e desconsiderando o papel golpista da emissora, não defendeu a democracia quando o venezuelano foi deposto em 2002. Vale relembrar esses momentos".
DIA HISTÓRICO PARA A HUMANIDADE - Por Marcelo Salles ( Jornal Fazendo Media )
Marcel Granier: Persona non grata ao Povo Brasileiro. Movimentos sociais divulgam manifesto contra iniciativa de entidades patronais e do Senado de convidar o presidente da RCTV, Marcel Granier, para vir ao Brasil - 28/06/2007 - Senado promove golpista (Jornal Brasil de Fato)
Tragédia no complexo do alemão promovida pelo terrorismo de Estado no Rio de Janeiro! Na "chacina do Pan" já são 44 mortos e 80 feridos! Assinem o abaixo-assinado "chega de massacres", por rede de comunidades e movimentos contra a violência (Rio de Janeiro).
Escrito por João Martins às 12h38
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MOVIMENTOS SOCIAIS REAGIRAM E PREPARARAM JORNADA DE LUTAS PARA 2007
Em 25 de março de 2007 em São Paulo, 6 mil militantes de movimentos sindicais e populares reuniram-se e decidiram uma jornada de lutas para 2007. Além do mais, a formação de um Fórum Nacional de Mobilizações que poderá abrir uma nova perspectiva para a radicalização da democracia no Brasil e o rumo para o que este país está vocacionado a ser: “O forno alquímico da grande obra de integração latino-americana".
ALBA - Alternativa Bolivariana para as Américas
Por Emir Sader
Correio da cidadania - "Agora é a unidade"
CONVOCATÓRIA DA JORNADA DE LUTAS PARA O DIA 23 DE MAIO/2007
"O Movimento Sindical, Popular E Estudantil convoca os (as) trabalhadores (as) e o povo a lutar:
- Contra a reforma da Previdência- Contra toda reforma que retire direitos - não à Emenda 3 - Por emprego, salário digno, reforma agrária e moradia - Contra a política econômica e o pagamento das dívidas interna e externa - Em defesa do direito de greve e contra a criminalização dos movimentos sociais
Nós, lutadores e lutadoras do movimento popular, convocamos toda a sociedade para uma grande jornada de lutas, dia 23 de maio de 2007, contra essa política econômica e o superavit primário, pelo não pagamento das dívidas externa/interna e por uma auditoria dessas dívidas, bem como contra qualquer tipo de reforma que traga prejuízos à classe trabalhadora e à soberania do país.
Vamos nos manifestar contra a política econômica do governo federal, que enriquece banqueiros e grandes empresários, estrangula qualquer possibilidade de investimentos em políticas sociais, mantendo a perversa concentração de renda. Vamos nos manifestar contra a retirada de direitos trabalhistas e contra a reforma previdenciária apresentada, pois é inadmissível reduzir nossas conquistas históricas.
Lutamos para libertar o Brasil do domínio imperialista que impõe o agronegócio, que destrói a natureza e compromete a capacidade de produção de alimentos para o povo. Irmanamo-nos a todos os povos latino-americanos em defesa da independência e da soberania de nossos países. Manifestamos-nos pela retirada das tropas do Haiti e contra a invasão do Iraque pelos EUA.
Estamos nas ruas por mais direitos para o povo: . Reforma agrária
. Emprego para todos, redução da jornada de trabalho sem redução de salários . Em defesa do direito irrestrito de greve, contra a criminalização dos movimentos sociais . Em defesa do serviço publico : educação e saúde pública, gratuita e de qualidade para todos/as . Direito de moradia digna para todos . Em defesa do meio ambiente, contra a destruição da Amazônia . Valorização do salário mínimo e das aposentadorias . Contra a autonomia do Banco Central . Contra todas as formas de discriminação e opressão racial, homofóbica e sexista . Pela anulação do leilão da privatização da vale do rio doce
. Energia com tarifa social
. Pela democratização dos meios de comunicação
. Em defesa dos lutadores e lutadoras do movimento sindical e popular, pela reintegração imediata de todos dirigente sindicais, a exemplo dos companheiros do mêtro de SP, e pela imediata libertação dos presos políticos".
Participam da articulação dessa jornada: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), Intersindical, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Assembléia Popular, União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Via Campesina, Marcha Mundial de Mulheres, Pastorais Sociais, Coordenação da Associações de Moradores (Conam) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
PENSO QUE, DO "FORA COLLOR" PRA CÁ, O QUE OCORREU FOI UMA IMPORTANTE MANOBRA POLÍTICA QUE NEUTRALIZOU DE ALGUMA FORMA, NO CAMPO POLÍTICO, A DIREITA TRADICIONAL E REACIONÁRIA, AO PASSO QUE, AO MESMO TEMPO, TEVE QUE FRUSTRAR PERSPECTIVAS HISTÓRICAS DA ESQUERDA NO SENTIDO DE CONSOLIDAR UM NOVO CENTRO POLÍTICO QUE SE CONFIGURA NESTA COALIZÃO DE CENTRO ESQUERDA NO BRASIL (GUERRA DE POSIÇÃO E REVOLUÇÃO PASSIVA EM UMA "POLARIZAÇÃO" PT & PSDB).
O QUE NOS CABE AGORA É UMA MANOBRA POLÍTICA PARA DESLOCARMOS O PODER PARA A ESQUERDA, A PARTIR DOS MOVIMENTOS DE MASSA QUE JÁ SE AGLUTINAM POR UMA AÇÃO AUTÔNOMA AO LULA E AO PT CENTRISTA.
SÓ O CURSO DOS ACONTECIMENTOS NOS DIRÃO QUE RUMO ESTE SEGUNDO MANDATO TERÁ. O QUE NÃO PODEMOS É FICAR "COMENDO MOSCA" ENQUANTO A DIREITONA TRAVA O PROCESSO PELA MÍDIA OLIGOPOLISTA; SABOTA NO JUDICIÁRIO E NO ESPAÇO AÉREO; ATACA AS PERIFERIAS NA BALA "PERDIDA" E, PINÇA TRAGÉDIAS MOBILIZANTES NO VÁCUO DA COOPTAÇÃO QUE IMOBILIZAM AS FORÇAS POPULARES COMBATIVAS.
Escrito por João Martins às 15h58
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AGORA É (RE)COLOCAR: QUE BRASIL QUEREMOS ?
Quatro Modos de ver o Brasil: 1 - Brasil visto da praia – A invasão vista a partir dos povos originários ( indígenas ) 2 - A partir das caravelas dos europeus – A conquista 3 - A partir do Brasil-Nação – Resultado da miscigenação de raças e culturas num processo histórico-social complexo inventaram o Brasil moderno. 4 - Globalização X Brasil na encruzilhada – Prolongar a colonização ou completar a invenção? As 4 invasões do Brasil : 1 – Com a colonização no séc. XVI 2 – Sec. XIX com emigrantes Europeus. 3 – Anos 30 do séc. XX e consolidada nos anos 60 com a ditadura militar. 4 – Globalização da economia e neoliberalismo político a partir da invasão tecnológica dos anos 70 (informatização e comunicação ) e da implosão do socialismo em meados dos anos 80 e consequente homogeneização do espaço político-econômico dentro do quadro do CMI ( capitalismo mundial integrado ) DA DEPENDÊNCIA A PRESCINDENCIA - EXPLORAÇÃO E EXCLUSÃO -Cultura da dominação: Reprodução de valores , hábitos, gostos, sabores, tecnologias dos povos centrais que nos subalternizam. -Cultura da resistência : Expressa o esforço dos excluidos. -Cultura da libertação: Rompe com o paradigma da resistência e criam nova Consciência de libertação. São um novo sujeito histórico.Importante foi a semana de arte moderna de 1922 ( “tupí or Not tupí that’s the question” ) Oswald de Andrade. A MPB, Cinema novo, arte de vanguarda, pedagogia do oprimido, mov. Estudantis libertários e teologia da libertação. PROJETO BRASIL: CIDADANIA POPULAR . Conceito de cidadania : “É o processo histórico-social que capacita a massa humana a forjar condições de consciência, de organização e de elaboração de um projeto e de práticas no sentido de deixar de ser massa e passar a ser povo, como sujeito histórico plasmador de seu próprio destino”. 5 DIMENSÕES DA CIDADANIA: 1 – Econômico-produtiva - A cidadania política é esvaziada se não vier acompanhada pela econômica. 2 - político-participativa - Só os interessados se fazem cidadãos. 3 - Popular – Independente de posse, instrução e condição social ou ideológica. É alargada pelos lados e pelo fundo. 4 - Con-cidadania - Solidariedade e cooperação. 5 - Terrenal - Corresponsabilidade coletiva para garantir futuro à terra e a humanidade. A OPÇÃO BRASILEIRA: (Obra escrita por vários autores: César Benjamin – Ari José Alberti – Emir Sader – João Pedro Stédile – José Albino – Lúcia Camini – Luís Bassegio – Luís Eduardo Greenhalgh – Plínio de Arruda Sampaio – Reinaldo Gonçalves – Tania Bacelar de Araújo). Rio de Janeiro 1998 - Editora Contraponto. DESENVOLVE-SE EM CINCO PONTOS FUNDAMENTAIS: 1 – Compromisso com a soberania: O povo brasileiro define seu próprio destino, objetivos e meios para implementá-los. 2 – Compromisso com a solidariedade: Por em ação todos os meios técnicos e cultura para liquidar a exclusão. 3 – Compromisso com o desenvolvimento: Desenvolvimento sustentado. 4 - Compromisso com a sustentabilidade: Centralidade ao ser humano individual e coletivo. Respeito ao patrimonio natural e cultural. 5 - Democracia integral: Formas cada vez mais participativas e abertas. SUSTENTAÇÃO DO PROJETO - Movimentos sociais organizados, cristãos da igreja da libertação, operariado industrial, setores importantes da classe média que sabem não haver salvação para eles e para as maiorias dentro da ordem do capital e setores progressistas que querem uma ruptura na história brasileira e democracia participativa. VIABILIDADE DO PROJETO BRASIL: Condições: Cultural , técnica e ecológica. Condições políticas: Diminui o arsenal de instrumentos com os quais as elites dominantes tentam se eternizar no poder. Cresce e se aproxima a possibilidade do novo alcançar o PODER.
03/12/2006 "TRAVAR E DESTRAVAR" - POR EMIR SADER
"Lula colocou o tema de destravar o Brasil. Parece claro, mas há pelo menos dois diagnósticos sobre quais são as travas que obstaculizam o desenvolvimento do Brasil. Conforme as travas que definamos, teremos dois países totalmente distintos, dois segundos mandatos totalmente diferentes." (...)
(...) "Conforme o diagnóstico que o segundo governo Lula faça das travas, será esse governo: de prioridade para os bancos ou de prioridade para os pobres."
04/12/2006 - MEU COMENTÁRIO AO "TRAVAR E DESTRAVAR" NO BLOG DO EMIR SADER: Caro Emir, não seria mais objetivo, se ao invés de tratarmos das destravas no varejo as tratássemos no atacado? Dívida externa e reforma política do estado, garantindo poder de decisão e controle dos orçamentos e políticas públicas aos movimentos sociais e sociedade civil são as grandes destravas.
Penso que, como representantes da sociedade civil que compõem o campo das esquerdas, é imobilismo ficar aguardando a formação do governo e qual será a pauta para ficarmos discutindo. Não dá mais, nessa altura do campeonato, para aguardarmos e lutar por mundo possível.
SE POLÍTICA É A ARTE DE TORNAR POSSÍVEL O NECESSÁRIO, LUTEMOS AGORA PELO MUNDO NECESSÁRIO!
É MOBILIZAR E CONDICIONAR A PAUTA A PARTIR DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DE MASSA, QUE JÁ COMEÇAM A SE AGLUTINAR EM TORNO DESTE CAMINHO!(CARTA DA CMS - ASSEMBLÉIA POPULAR - DESCRÉDITO DOS MEIOS POLÍTICOS TRADICIONAIS PARA ENCAMINHAR OS TAIS DESTRAVES POR PARTE DA MAIORIA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA, ETC).
E NÃO VALE DIZER QUE NÃO TEMOS CORRELAÇÃO DE FORÇAS. AÍ SIM, NESTE SEGUNDO MANDATO, SERIA TRAIÇÃO GRAVÍSSIMA DE FRAÇÕES ORIUNDAS DA ESQUERDA DENTRO E FORA DESTA COALIZÃO DO GOVERNO LULA, PROCURANDO IMOBILIZAR AS FORÇAS POPULARES OU DESVIÁ-LAS PARA OBJETIVOS MERAMENTE SIMBÓLICOS E PEQUENOS "GANHOS" SUSTENTANDO SEMPRE A ESPERANÇA NUM FUTURO MELHOR E NUM PRÓXIMO MANDATO POSSÍVEL. TODOS À RUA!!!
E-MAIL ENVIADO POR EMIR SADER SOBRE O COMENTÁRIO QUE FIZ AO SEU ARTIGO:
De: "Emir Sader" Para: jmoliveirafilho@bol.com.br Data: Mon, 4 Dec 2006 19:16:22 -0200
> Concordo plenamente. > Um abraço. > Emir
Escrito por João Martins às 15h40
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QUAL A VIA MAIS VIÁVEL PARA UMA FRENTE ÚNICA PROPOSTA POR EMIR SADER?
1 - AS ELEIÇÕES BRASILEIRAS? (por www.resistir.info)
Foi uma campanha eleitoral de desalento e apatia. Os mídia "de referência" tudo fizeram para esvaziá-la de qualquer conteúdo ideológico, transformando-a num concurso de quermesse sob a batuta de publicitários. Candidaturas caricaturais a deputado apareceram às pazadas. A intervenção das seitas religiosas no processo eleitoral foi activíssima, elegendo grandes bancadas. O debate das questões de fundo foi substituído pelo debate quanto a graus de corrupção dos intervenientes. A mentalidade do "voto útil" (que acaba por ser inútil) levou ao afunilamento dos votos nos dois candidatos principais. A ameaça da extinção do programa "Fome Zero", uma chantagem implícita, actuou poderosamente em favor do sr. Lula. Ele continuará a desenvolver a sua arte de servir o capital financeiro ao mesmo tempo que obtem os votos dos pobres que marginaliza. A falta de cultura política e a ausência de instinto de classe de grande parte do povo brasileiro fizeram o resto. Na falsa democracia brasileira as mascaradas eleitorais constituem a mise en scène que os directores do FMI apreciam. Nada mudou no Brasil: continua escravizado aos banqueiros (que financiaram as duas candidaturas, Alckmin & Lula) e à Wall Street. A segunda volta será só um pro forma.
2 - Em Gramsci e o Brasil, Site onde Carlos Nelson Coutinho analisou a obra de Florestan Fernandes discordando de suas previsões de ruptura, pode ser nosso elo perdido para (re)engate? (...) “Os fatos subseqüentes à publicação de RBB (A revolução burguesa no Brasil), embora tenham confirmado algumas das previsões ali formuladas, parecem-me ter desmentido outras tantas. Por não ter avaliado adequadamente as potencialidades do processo de abertura, Florestan continuou subestimando, em seus últimos trabalhos, o peso que os setores populares – e, em particular, a nova classe trabalhadora – tiveram nos fenômenos da transição democrática e, conseqüentemente, na definição das instituições políticas (sobretudo a Constituição de 1988) que daí derivaram. Dada a concreta correlação de forças que então se manifestou, essa nova institucionalidade foi fortemente marcada pelas lutas das classes subalternas; a meu ver, a transição – embora, em seu momento resolutivo, tenha reproduzido a velha tradição brasileira dos "arranjos" pelo alto – também foi determinada, em parte, pelas pressões que provinham "de baixo". Por isso, não é de modo algum casual que a Constituição de 1988, que recolheu em seu texto muitas dessas pressões, tenha se tornado - desde o Governo Collor até o atual Governo Cardoso - um dos principais alvos da luta que a burguesia vem travando para consolidar entre nós uma nova forma de dominação de classe. Em sua caracterização do período, Florestan reteve apenas o momento da "reforma pelo alto", tanto assim que designou o processo de transição em curso como uma "transação conservadora"; em conseqüência, a nova institucionalidade lhe aparecia como nada mais do que uma enésima manifestação da "autocracia burguesa", ou, em suas próprias palavras, como o "último e surpreendente refúgio [da ditadura]" (16). Por isso, ele continuou a supor que o único caminho para a luta pela democracia e pelo socialismo no Brasil seria o de uma revolução explosiva e violenta. Assim, escrevendo em final de 1985, ele nos diz: "O que se destroçou ? A ilusão de que um país como o Brasil possa expungir-se de iniqüidades seculares por meios pacíficos [...]. A democracia exige uma revolução social [que] rebenta de baixo [...]. Os caminhos pacíficos estão bloqueados e as 'esquerdas' [...] precisam aprender a avançar revolucionariamente na direção de sua organização institucional" (17). Desse modo, Florestan parece não ter visto que as novas condições abertas pela derrota da ditadura impunham às forças populares a adoção de uma nova estratégia de luta, estratégia que - para usar os conhecidos conceitos de Gramsci - já não devia recorrer à "guerra de movimento", ao choque frontal, mas sim à "guerra de posição", o que implicava a necessidade de substituir a proposta de uma revolução "explosiva" e violenta pela de uma revolução "processual" e hegemônica”. (...)
3 - O NÃO À DIREITA! DO EMIR SADER:
"A esquerda tem que mostrar agora que sabe distinguir os campos de enfrentamento, mais além das diferenças que têm. A esquerda que não distingue o campo e os movimentos da direita, não é esquerda, se perde nos ataques dispersos a outros candidatos do próprio campo da esquerda e acaba perdendo seu próprio caráter de esquerda. A esquerda tem que demonstrar, diante dessa feroz ofensiva da direita, que sabe colocar em prática uma política de frente única, que não confunde inimigos estratégicos com aliados táticos, que sabe distinguir as linhas de divisão das contradições irreconciliáveis entre direita e esquerda."
QUERIDOS E ADMIRÁVEIS EMIR SADER E CARLOS NELSON COUTINHO,
MOBILIZAR SOMENTE PARA O VOTO NÃO É SUFICIÊNTE. E, PARA UMA FRENTE ÚNICA, A ALMA PROFÉTICA DE NOSSO FLORESTAN FERNANDES ESTÁ A NOS INSPIRAR NESTE MOMENTO DECISIVO.
Escrito por João Martins às 23h38
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GUERRA E INFO GUERRAS
13/08/2006, PCC DECLARA GUERRA
A GUERRA, SERIA CONTRA OS GOVERNANTES E A POLÍCIA, NO MODO DE GESTÃO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.
O QUE QUEREM?:
- O FIM DO REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO (RDD) CONSIDERANDO-O INCONSTITUCIONAL, UM TRATAMENTO CRUEL, DESUMANO E DEGRADANTE.
- UM MUTIRÃO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA JUDICIAL E MELHORES CONDIÇÕES DE SAÚDE E SOBREVIVÊNCIA À POPULAÇÃO CARCERÁRIA QUE ESTÁ SENDO MASSACRADA NO ATUAL SISTEMA PRISIONAL.
CONSULTE AQUI RELATÓRIOS DE VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS NO BRASIL - os massacres do Carandirú, UMA DAS MOTIVAÇÕES QUE ORIGINOU O PCC, Baixada Fluminense , E, campanha internacional contra o uso do "caveirão" pela polícia militar em favelas no Rio de Janeiro - POR JUSTIÇA GLOBAL.
Aproveitando a crise para elevar o nível do debate:
Luiz Werneck Vianna - O Estado Democrático de Direito tem de reagir - Maio 2006 em Gramsci e o Brasil
MARIA ORLANDA PINASSI- O capital comete o crime. A ocasião faz o bandido A superlotação dos presídios é a realidade a ser agravada no mundo regido pelo capital que, em escala crescente, precisa, para cada operação, de uma mão-de-obra não somente desqualificada, mas totalmente destroçada e descartável – no sentido mais radical que se possa dar ao termo. - 28/07/2006-agência carta maior
Por Georges Galloway (deputado inglês que denuncia a propaganda de guerra na mídia dominante) entrevistado pela Sky News - Sobre Israel e o Hezbollah - Assista aqui ao vídeo da entrevista, E, veja aqui a tradução da entrevista
Regras básicas para escrever acerca do Médio Oriente na mídia "de referência" - Por Mona Baker
Os trabalhos de investigação sobre o 11 de setembro. Como poderiam sequestrar vários Boeings e comandá-los em manobras difíceis ?...
Escrito por João Martins às 12h01
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ECOLOGIAS EM VÍDEO & TEXTO
Midiatrix Revelations
A trilogia Matrix, dirigida pelos irmãos Wachowsky, foi adaptada ao universo da televisão brasileira e ganhou novos contornos em sua trama. Em Midiatrix Revelations, a Rede Globo assume o papel de vilã da história e, ao invés das máquinas controlarem a realidade vivida pelos humanos, é a poderosa “Vênus Platinada” que determina em qual “mundo” vivemos.
DAWNLOAD
The Meatrix
“The Meatrix” é uma animação humorística de quatro minutos em flash, que faz uma paródia dos filmes “The Matrix” e destaca os problemas da agricultura industrial. Ao invés do Keanu Reaves, a estrela de “The Meatrix” é um jovem porquinho, Leo, que vive em uma agradável propriedade familiar… É o que ele pensa. Leo é abordado por um boi vestindo um sobretudo preto, o Moopheus, que mostra a ele a dura verdade sobre o agronegócio, incluindo uma paródia à tomada em câmera lenta imortalizada por “The Matrix”. A mistura de humor, referências da cultura pop e uma importante mensagem se identifica claramente com a ampla cobertura do público usuário da Internet. DOWNLOAD
MARCIA DE ARAÚJO COMENTA- PARADIGMAS FILOSÓFICOS DO FILME “MATRIX” E AS TRÊS ECOLOGIAS DE FÉLIX GUATTARI CLIQUE AQUI
O outro lado da moeda
DOWNLOAD

PLANETA AMEAÇADO
Michael Löwy retoma elo entre tragédia ambiental e capitalismo
AS 3 ECOLOGIAS DE FÉLIX GUATTARI DISPONÍVEL EM PDF
AS 4 ECOLOGIAS DE LEONARDO BOFF
Ela se dá em quatro grandes vertentes: a ecologia ambiental, a ecologia social, a ecologia mental e a ecologia integral.
Escrito por João Martins às 16h49
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A GUERRA CIVIL BRASILEIRA APROFUNDA-SE...
Um tratado pela formalização da guerra

Luís Mir
Clique aqui para ver. Entrevista de Luis Mir, sobre seu livro: "Guerra civil - Estado e Trauma" , ed. Geração Editorial.
... "Fazer um check-up da segurança pública brasileira e uma investigação acerca das conseqüências da violência junto ao sistema estatal de saúde. O médico, pesquisador e historiador Luís Mir persegue essas duas metas ao longo das 960 páginas do seu recém-lançado Guerra Civil – Estado e Trauma (Geração Editorial). Os resultados obtidos em seu intento diagnosticam a “violência crônica” como sintoma de um País que não distribui renda e, simultaneamente, sugerem alguns dos insumos para um possível remédio contra esse mal.
As pistas que o levou à descrição desse quadro são realmente contundentes. Esse paciente chamado Brasil detém indicadores tais como 56 mil assassinatos ao ano, sendo 80% por arma de fogo; R$ 21 bilhões são gastos anualmente pela rede pública de saúde no atendimento às vítimas da violência; 85% dos crimes são contra o patrimônio; e 1,3 milhão de homens prestam serviço de segurança privada, contigente aproximadamente cinco vezes superior ao das Forças Armadas.
Mir ficou à cata dessas pistas por cinco anos. Valeu-se de cerca de mil fontes, entre livros, trabalhos acadêmicos, matérias e artigos publicados em jornais e revistas, além de mais de uma centena de sites, para compor suas conclusões. Pode-se afirmar ainda que essa obra teve mais um filtro quando se contempla a trajetória profissional do autor: como jornalista, ele foi correspondente nas guerras da Nicarágua, do Afeganistão (contra os russos), Irlanda do Norte, Irã- Iraque, Etiópia e Peru.
Em seu estúdio em São Paulo e por mais de duas horas, e com afinco, embasou afirmações polêmicas como “as pessoas estão dividindo o bolo a bala” e “o Estado brasileiro é a força motriz da violência” e ainda “a segurança privada tornou-se quase um suplemento do Estado”, entre outras". Por Fábio Caldeira Ferraz
Deter a espiral da barbárie por Plínio de Arruda Sampaio
Mas o que é a barbárie? por Michael Löwy
QUE A SURPRESA FIQUE PARA OS CEGOS Por Marcelo Salles, 16.05.2006
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As elites conservadoras alinharam-se à guerra preventiva de Bush desde o 11 de setembro. É urgente atentarmos para conotações de "terrorismo" que a mídia brasileira (alinhada à propaganda de guerra) vem caluniando movimentos populares, criminalizando-os, revoltas em presídios ou favelas, bem como insurreições ou governos contrários à geopolítica estadunidense de controle planetário e militarização global.
Abaixo vou relacionar links, de textos afins, onde tentarei tornar mais clara minha afirmação do quanto as questões locais sobre: Resistência à opressão, violêcia e segurança pública, já pertencem a um cenário de guerra que está globalizado.
O militarismo e as guerras vindouras - István Mészáros
Globalizar a luta contra a barbárie imperialista -
Capitalismo exterminista ou renascimento comunista? - Georges Gastaud
Escrito por João Martins às 14h57
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BOLIVARIZANDO
A Bolívia tem direito à soberania sobre suas riquezas!
por Rede Jubileu Sul/Brasil e Campanha Brasileira Contra a Alca e a OMC
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por Evo Morales Ayma
Escrito por João Martins às 10h28
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